Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005

Notas Soltas - Novembro/2005

Polónia – O eleitorado divide-se entre dois partidos de direita extrema, fruto da tradição autoritária do país e de um catolicismo anacrónico, anterior ao Vaticano II, com progressiva sedução pelos EUA e rejeição da Europa.


Espanha – O estatuto autonómico da Catalunha, sendo um projecto com riscos, é um desafio aliciante num país onde o centralismo autoritário só conhece a repressão. O PP procurou a crispação, para ganhar o curto prazo.


França – A violência não foi um meio para obter determinado fim, foi um fim em si mesmo para quem não tem horizontes mas apenas um saco de ódio para esvaziar, carro a carro, e um ressentimento a incinerar nas labaredas.


Alemanha – A Esquerda, que a conjuntura económica radicaliza, e a Direita, cuja matriz genética empurra para o liberalismo duro, acabaram coligadas. Eis um casamento de futuro imprevisível.


Itália -  Sílvio Berlusconi é a imagem do milionário pouco escrupuloso que se tornou político para defender interesses próprios. Nem a bênção do Vaticano parece ser capaz de fazer o milagre de o conservar no poder, após as próximas eleições.


EUA – A violação das convenções sobre Direitos Humanos e Tortura, pela CIA, em prisões secretas, na luta contra o terrorismo, é a perversão que ofende a democracia e rivaliza com o fascismo islâmico onde a fé e a crueldade também andam a par.


Iraque – É do interesse dos árabes e do Ocidente que o julgamento de Saddam seja imparcial e civilizado para que o algoz não se transforme em vítima e, pelo menos, a farsa pareça justa.


Cavaco Silva – A acumulação de pensões (funcionário do Banco de Portugal, professor catedrático e primeiro-ministro) num total de 9356 euros, e a aposentação da Universidade Nova para auferir ainda outro vencimento numa Universidade privada, não sendo indigno, põe em causa o alegado patriotismo que o move.


Mário Soares – O maior vulto do actual regime permite a ironia de se dizer que o PS foi longe de mais na intenção do aumento da idade da reforma, mas tem a frescura e lucidez que fazem dele um sério candidato à função a que concorre.


Manuel Alegre – O seu manifesto eleitoral é um texto de rara qualidade literária onde a firmeza das convicções e a densidade cultural foram servidas pela inconfundível voz do combatente da liberdade.


Jerónimo de Sousa; Francisco Louç㠖 A democracia ganha com a diversidade. O PCP e o BE dignificam a eleição presidencial com a disputa em que envolveram os seus mais qualificados militantes.


Paulo Portas – A derrota, por falta de comparência, acelera o ocaso do CDS, cada vez mais apêndice do PSD, e estreita o caminho do antigo jornalista com fortes ambições políticas.


Orçamento de Estado – Salvo as críticas do PCP e do BE nada de substancial foi dito contra. Preocupa-me que agrade à direita mas temo que não haja alternativa e que a crise, para ser debelada, exija ainda mais e maiores sacrifícios. 


Afeganistão – A morte do sargento Roma Pereira, vítima da guerra, no quadro da NATO e com a cobertura das Nações Unidas, é um acidente trágico que se lamenta. As exéquias ao militar voluntário excederam o razoável e atingiram o ridículo.


Durão Barroso – Um ano como presidente da C. E., após a fuga de um Governo impopular, mostra que não basta o apoio à invasão do Iraque para fazer de um medíocre primeiro-ministro português um bom presidente da Comissão Europeia.


Madeira – Gabriel Drumond, deputado do PSD, exigiu na Assembleia Regional um referendo «para que a Madeira se liberte do poder colonial». É tempo de o Continente pôr cobro à chantagem, aos insultos e à despesa.


Vaticano – A dificuldade de lidar com a sexualidade agravou-se no actual pontificado. Era difícil ao cardeal Rätzinger, tantos anos prefeito da Congregação da Fé, tornar-se um papa liberal e tolerante.


Casa Pia – O acórdão da Relação destruiu as acusações de que Paulo Pedroso e Herman José foram vítimas e transformou-se num libelo acusatório que compromete o procurador Guerra e o solícito juiz Teixeira que a populaça quis transformar em heróis.


PGR – Perante constantes violações do segredo de justiça e sucessivos erros que arruinaram a vida e a carreira de políticos ilustres, o Governo pode manter a confiança no PGR mas poucos cidadãos o acompanham em tão piedoso acto de fé.


Escutas telefónicas – A frequência com que políticos se encontram sob escuta, sem que seja deduzida qualquer acusação, faz desconfiar da leviandade de quem os persegue. É preciso saber quem autoriza, quem ouve e com que fim.


Autarcas – Estão de parabéns os que tomaram posse depois de 1 de Novembro. Os que o fizeram antes, para beneficiarem de regalias injustas a que o Governo pôs cobro, revelaram a falta de sentido ético com que estão na política.  


 


Monumento ao 25 de Abril em Almeida – Está prevista para breve uma reunião da comissão promotora com o novo presidente da Câmara de que se dará conta no próximo mês.

publicado por Praça Alta às 01:47
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2005

Terrorismo biológico




(origem desconhecida)´

 


Seria a esta arma que se referiam os invasores do Iraque?
publicado por Praça Alta às 00:12
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2005

A prisão do Patacho (crónica)



Corria o Ano da Graça de 1961. A Covilhã vivia mais uma crise dos lanifícios daquelas que ciclicamente lhe batiam à porta e que atirava inúmeros operários para o desemprego e os fazia regressar às aldeias de origem a que tinham ficado vinculados pela courela que sempre teimaram em amanhar nos dias de folga.

Os carros de luxo eram o mais evidente sinal exterior de riqueza que camuflava a falência que se avizinhava na fábrica do proprietário. O jogo era a perdição de muitos e o sonho de riqueza nunca realizado de quase todos. Pululavam os casinos clandestinos onde se perdiam fortunas e aconteciam desgraças cujo eco chegava às conversas sussurradas em surdina no Largo do Pelourinho e no Café Montalto.

A polícia era comandada por um tenente. Chamava-se Gaspar e era tão estúpido que até o capitão, seu superior hierárquico em Castelo Branco, notava. Cabia-lhe defender a ordem, vigiar a oposição e prender comunistas. Não era uma besta perfeita porque não há ninguém perfeito. Quanto aos Dons do Espírito Santo minguaram-lhe os dois primeiros – sabedoria e entendimento – tanto quanto lhe sobraram os dois últimos – piedade e temor de Deus. Creio que a estes últimos Dons, ou qualidades como é uso dizer-se em linguagem profana, devia a afeição do Padre Morgadinho, um delator compulsivo que se julgava o braço armado da Senhora de Fátima.

Pela Pousadinha, Borralheira e Lameirão, localidades que ligavam a Covilhã a Aldeia do Carvalho, pululavam legiões de jovens mulheres dedicadas à mais antiga profissão do mundo. Mas eram apenas uma ou duas dúzias, com nome conhecido na praça, que todas as noites se prontificavam a entrar nos carros e seguir para os bordéis ao ar livre, à beira das estradas ou em plena serra da Estrela. Garotos em idade escolar estabeleciam o contacto entre os ocupantes dos carros e essas mulheres cujo preço sabiam de cor e cujo sucesso de intermediação lhes garantia uma moeda de dez tostões.

A polícia não interferia em assuntos de prostituição. Tinha tolerância pelas mulheres, não por elas, pobres desavergonhadas, mas por respeito aos homens, tantas vezes de posição e família constituída, algumas vezes respeitados funcionários públicos e até o prior da paróquia de Santa Maria que não seria assisado incomodar.

Cabia-lhe, isso sim, vigiar os que conspiravam contra a ordem instituída pela Constituição Política de 1933, os que murmuravam contra o Sr. Presidente do Conselho ou ridicularizavam Sua Excelência o Presidente da República, pseudónimo usado por Américo Tomás, vestido habitualmente de Almirante e autor de numerosos e divertidos discursos de improviso. Tinha obrigação de descobrir comunistas, operários com veleidades de greves, ouvintes da Rádio Argel e adversários da guerra que os inimigos da Pátria a soldo de Moscovo teimavam em contestar.

O Trinta e Cinco e o Vinte e Três eram os dois agentes, sempre vestidos à paisana, a quem cabia vigiar os intelectuais, epíteto depreciativo com que o Tenente Gaspar designava os presumíveis oposicionistas que, entre outros hábitos pouco recomendáveis, liam jornais, em regra o Primeiro de Janeiro e, cúmulo da imoralidade, até o República, órgão que diariamente saía atenuado pela Comissão de Censura mas onde, mesmo assim, se vislumbrava pouco apreço pelo Homem que a Providência designara para dirigir os destinos de Portugal e a quem se devia a construção de pontes, viadutos, fontanários e lavadoiros com que o Estado Novo enriquecia o País.

A estes dois polícias se devia a apreensão de panfletos, jornais clandestinos e seus imprudentes portadores que, em vez de terem o trabalho como política, ansiavam por ver o destino da Pátria noutras mãos diferentes das de quem salvara o País da 2ª. Grande Guerra, de quem defendia Deus, a Pátria e a Família, de quem nos livrava do comunismo e da acção deletéria das associações secretas que na primeira república se dedicavam à divulgação de ideias subversivas.

Houve nesse ano eleições para a Assembleia Nacional e logo apareceram indivíduos, que de portugueses só tinham o nome, a pretenderem aproveitar a ocasião para desmoralizarem a juventude, para se oporem aos superiores interesses nacionais, para contestarem a patriótica acção do Dr. Salazar, para levarem a cabo a tarefa de agitação e propaganda com que queriam minar o Estado e corromper a Nação. Felizmente o Tenente Gaspar, o Sr. Padre Morgadinho e muitos outros estavam vigilantes. O Dr. Ranito Baltazar que – dizia-se – era um Presidente da Câmara muito simpático quando estava Baltazar mas insuportável nos dias em que era Ranito, havia de dizer num discurso proferido depois das eleições, entre dois partos – ele era também médico obstetra – que a ordem tinha sido mantida, a obra de ressurgimento nacional havia de continuar e os inimigos da Pátria não passariam, afirmações que o Jornal do Fundão silenciara mas a que os jornais paroquiais deram o devido relevo, declarações aliás referidas por quase todos os jornais do País embora de diferentes Presidentes da Câmara.

De facto a Oposição, a avaliar pelos jornais, rádio e televisão, não existia. Mas sabia-se que, apesar da patriótica acção da censura, da cuidada vigilância policial, do entusiástico apoio do clero, pululavam fora de Caxias, Peniche e outros centros de reeducação, inimigos íntimos do regime.

Ainda se não tinham apagado os ecos dum discurso que em Lisboa galvanizara as hostes da União Nacional – discurso em que um ministro terminara, por entre intermináveis aplausos e manifestações de apreço, com uma frase memorável “quem não é por nosco é contra nosco”, lapsus linguae de que a multidão se não deu conta, aturdida com o fervor nacionalista despertado por entre vivas a Salazar e morte aos comunistas, já os suspeitos do costume voltavam a conspirar.

O Padre Morgadinho, a quem o Teixeirinha, Presidente da Câmara socialista depois do 25 de Abril, haveria de outorgar a medalha de ouro da cidade, vá lá saber-se porquê, andava numa azáfama a descobrir comunistas. Os seus sermões eram dum fervor nacionalista que só não enriqueceram a parenética portuguesa por lhes ter faltado em recorte literário o que lhes sobrava em entusiasmo persecutório, em devoção religiosa e proselitismo político. De resto, este padre católico, benevolentemente designado por santo asno, bem sabia que os interesses de Deus e os de Salazar eram coincidentes, pensamento que compartilhava com o irmão, agente da PIDE em Castelo Branco, a quem com frequência informava do aparecimento de novos comunistas.

Havia de ficar célebre o discurso que viria a fazer na sequência de uma manifestação espontânea, para a qual a Câmara se engalanara, durante a semana anterior, contra a ocupação da nossa querida Índia pelo pandita Neru. Foi tal o seu entusiasmo que, da varanda da Câmara, acompanhado do Presidente, Vereadores e restantes autoridades civis, militares e religiosas, até admoestou as pessoas que estavam no Café Montalto por não estarem de pé, no Largo do Pelourinho ali em frente, a ouvir a sua voz, gritada pelos altifalantes, cujo som percorria a cave, o rés do chão e o primeiro andar do referido Café. Não se esqueceu no seu discurso de perguntar por que razão não iam essas pessoas à procissão que logo a seguir se realizaria a caminho do Refúgio onde havia uma Santa de provas dadas e prestígio consagrado a cuja intercessão as forças vivas iriam apelar para que nos devolvesse a nossa querida Índia, isto é, Goa, Damão e Diu.

Ainda hoje penso que à falta de ouvido da dita Santa, à pouca convicção dos créus, ou insuficiência das orações se deve o fracasso do pedido que teve o efeito demolidor de prenunciar o fim do Império.

A verdade é que depois da agitação que os inimigos do regime fizeram naqueles trinta dias que precederam a eleição dos deputados da União Nacional que quase 100% dos eleitores haviam de sufragar, muitos mortos incluídos, em recenseamento cuidadosamente expurgado de comunistas e outros traidores que não mereciam a Pátria que os nossos maiores nos legaram, a verdade – dizia – é que nunca mais deixaram de multiplicar-se os inimigos que nem as forças da ordem nem o Sr. Padre Morgadinho puderam impedir.

A Covilhã era terreno fértil para as ideias deletérias. O operariado não era de confiança e, mesmo entre ingratos funcionários a quem o Estado garantia o pão, entre as profissões liberais e assinantes do Jornal do Fundão, entre professores da Escola Industrial, do Liceu e do Colégio, particularmente o seu Director Dr. Castro Martins, havia inimigos do Senhor Professor de Santa Comba e do Senhor Cardeal Cerejeira.

O Dr. Raposo de Moura, um advogado infelizmente muito respeitado, reunia à sua volta uma série de amigos que resistiam aos bons conselhos que o Tenente Gaspar lhes dava quando resolvia mandar o Trinta e Cinco ou o Vinte e Três buscá-los à hora de encerramento do Café Montalto, à uma da manhã, e pacientemente lhes fazia ver os inconvenientes de tão prejudicial companhia para o seu futuro e a sua segurança, conselhos que pacientemente repetia a nível individual, até de manhã, reiteradas vezes, num desvelo que bem merecia melhor compreensão e agradecimento.

A polícia, para prevenir a agitação que se pressentia, começou a fazer prisões. Uma noite foi buscar o Patacho a casa. Pese embora o facto de ser um homem bom, a verdade é que ele não partilhava dos valores que Sua Excelência o Presidente do Conselho se esforçava por difundir com a ajuda do Tenente Gaspar, padre Morgadinho e outras almas piedosas que lhe era devotadas.

Acontece que o Patacho tinha a amizade do Dr. Raposo de Moura que gozava do respeito do Presidente da Câmara. A qualidade de advogado era de pouca valia nos crimes políticos e crime político era todo o pensamento que se exprimia sem respeito pelos valores de que o Estado era o único guardião e intérprete. Mesmo assim o Presidente da Câmara recebeu-o. Perguntou-lhe o ilustre advogado qual a razão por que tinha sido preso, embora soubesse que o Padre Morgadinho já tinha ido dizer que o Patacho era comunista.

Respondeu-lhe o Dr. Ranito Baltazar: - Sim, sim. Mas desta vez não foi só o Padre Morgadinho.
publicado por Praça Alta às 22:03
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73.º Aniversário dos Bombeiros de Almeida

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No dia 26 de Novembro, sábado, os Bombeiros de Almeida, comemoraram mais um aniversário.
O dia foi de festa para toda a Corporação, com a presença de muitos amigos que se congregaram num almoço que decorreu na Pousada Senhora das Neves.
Do evento daremos notícia detalhada na próxima edição do jornal Praça Alta.
publicado por Praça Alta às 00:30
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CONCURSO DE MONTRAS DE NATAL

A Câmara Municipal de Almeida, a Coordenação Educativa da Guarda e a Associação Comercial e Industrial de Almeida promovem entre os dias 17 de Dezembro e 6 de Janeiro a primeira edição do Concurso de Montras de Natal.
As inscrições realizam-se no Gabinete da Área Social da Câmara Municipal de Almeida, pelo telefone 271571962 ou pessoalmente dirigindo-se ao Quartel das Esquadras -Casa nº 11, onde deverá indicar o Nome do Estabelecimento, Telefone, Morada e Nome da Pessoa Responsável.
O regulamento completo pode ser consultado no site da Câmara Municipal de Almeida (www.cm-almeida.pt).
publicado por Praça Alta às 00:23
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

Escravatura sexual aumenta




Dança no Moulin Rouge - Toulouse-Lautrec

Continuo a não ter sobre a legalização da prostituição uma posições definitiva. Sou dos que tenho dúvidas e várias vezes me engano mas tendo, cada vez mais, a aceitar o seu enquadramento legal.

Um artigo do Diário de Coimbra, de hoje, chama a atenção para a dimensão e gravidade do problema. Há dias soube-se do falecimento de uma prostituta de Viseu, com 32 anos, vítima da SIDA, com a população autóctone em estado de choque e centenas de pessoas em pânico.

A exploração da prostituição merece uma repressão severa mas seria de uma profunda miopia pensar que, por essa via, se extingue o flagelo. Lamentável é o silêncio que ainda rodeia uma indústria florescente à volta da qual brotam vários tipos de crimes.

Para já vejo alguns benefícios na regulamentação da actividade:

- maior controlo sanitário;
- melhor protecção às vítimas;
- mais eficaz combate ao proxenetismo;
- redução do risco de violência, violação e maus tratos.

Uma coisa é certa, não vale a pena ignorar o fenómeno. A hipocrisia, na boa tradição judaico-cristã, é a pior conduta perante o flagelo.
publicado por Praça Alta às 17:23
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Cavaco já começou a partir o PSD


Manuela Ferreira Leite (MFL), destacada militante e uma das figuras mais próximas de Cavaco Silva, elogiou o Orçamento de Estado do PS e declarou que se teria abstido se fosse deputada. Bastou para que o PSD reagisse com violência inaudita às afirmações da antiga ministra das Finanças.

MFL nada disse de diferente de Marcelo Rebelo de Sousa ou de dois antigos ministros das Finanças no consulado cavaquista, Miguel Beleza e Eduardo Catroga. Nestes casos houve silêncio.

Então o que levou o PSD a uma reacção dura contra uma das suas mais carismáticas militantes? Não foi só o ultraliberal Miguel Frasquilho, acolitado pelo obscuro deputado Hugo Velosa e por António Preto, presidente da Distrital de Lisboa (especialista em Finanças apenas em relação às do PSD e, eventualmente, às próprias).

As razões têm de ser encontradas no seio do grupo parlamentar e do próprio partido. O primeiro é maioritariamente afecto a Santana Lopes, que excluiu MFL, e aceita mal o novo líder. O PSD, por sua vez, à medida que cresce o alvoroço pela a eventual chegada a Belém de Cavaco Silva, entra em convulsão e espera que seja ele a conduzir os destinos.

Os ventos não correm de feição para Marques Mendes.

Nem para o PSD se Cavaco ganhar as eleições.
publicado por Praça Alta às 17:21
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

Última hora. Informação não confirmada

Atento às prevenções recomendadas para minimizar o risco da pandemia da gripe das aves, o Papa considera a hipótese de cancelar a Missa do Galo deste ano.
publicado por Praça Alta às 00:07
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Domingo, 13 de Novembro de 2005

Laicidade desafiada




Imagem do sítio «República e Laicidade»


A insurreição que eclodiu recentemente nos bairros periféricos de Paris, incendiou a França e contagiou a Europa é um fenómeno assustador. A conjuntura económica, a segregação que o comunitarismo agrava, o desemprego e o desalento são o húmus que alimenta a rebeldia.

É neste caldo de cultura que explode a violência e o ímpeto destruidor que surpreendeu os franceses e assustou a Europa.

As causas vão permanecer pois não há resposta fácil e, muito menos, célere. Enquanto as soluções tardam, os pescadores de águas turvas vão aproveitar-se do sobressalto e explorar o medo, o racismo e a xenofobia.

Curiosamente ninguém parece dar-se conta de que nos bairros suburbanos numerosos imãs pregam o ódio aos infiéis, acicatam as jovens a desafiar, com o véu, a escola laica e procuram ganhar influência para substituir a escola pública por madraças.

Um pouco por todo o lado é o ódio à laicidade que desabrocha. Parece que o islão e o catolicismo se concertaram na desforra de que o clero francês parecia ter abdicado.
Por coincidência os tremendos desacatos acontecem a um mês do centenário da lei da separação da Igreja e do Estado que se comemora no próximo dia 10 de Dezembro.

Diz-se que a paz social se obtém com o apoio do clero, cúmplice da onda de violência que acicata nas pregações, teledirige das mesquitas e apoia a debitar o Corão.

Para já a resposta tem de ser policial e nunca, absolutamente nunca, se deve transigir na defesa do Estado de Direito e no carácter laico que preserva o pluralismo e contém os ímpetos prosélitos de uma civilização decadente que procura na fé o lenitivo para o seu estertor.

Não foi o modelo francês de integração que fracassou, foi a tibieza na sua defesa, a insuficiência do seu aprofundamento e a hesitação na sua aplicação.

Desistir do carácter intransigentemente laico do Estado é comprar a paz a curto prazo e fomentar a guerra no futuro. Confiar aos clérigos a defesa da tranquilidade pública é dar aos transgressores os meios para subverter a lei e comprometer a liberdade. Mudar de paradigma é estimular o desafio às instituições e enfraquecer a democracia.

publicado por Praça Alta às 00:09
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

Papagaios e elições presidenciais











Um cliente entra numa loja para comprar um papagaio. Vê cinco e começa a indagar as características e a confirmar os preços para tomar uma decisão.

Dois papagaios custam 500 euros, cada um, e falam português e francês.

Outros dois estão marcados a 1.000 euros e o vendedor informa que, além de português e francês, também falam alemão.

Perplexo, o cliente pergunta quantas línguas fala o quinto papagaio que está marcado por 3.000 euros.

– Não diz uma palavra mas todos o tratam por Professor – diz o empregado.
publicado por Praça Alta às 00:22
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À espera da hora certa




A persistência da memória – 1931 – Salvador Dali


 

Há candidatos que perdem por serem demasiado conhecidos mas é admirável que haja quem possa ganhar por evitar que o conheçam.

Há quem se exponha, defenda ideias, apresente projectos e se submeta ao escrutínio da opinião pública. Há quem se resguarde, gira silêncios e deixe aos vassalos a promoção da imagem.

Há quem tivesse lutado a vida inteira contra a ditadura. Há quem tenha tratado da vida indiferente ao regime, ao ambiente e à sorte dos seus concidadãos. Uns conquistaram a liberdade, outros aproveitaram-na.

Há quem se furte à luta, se esconda, renuncie ao combate cívico e enjeite o debate, por oportunismo, cálculo e ambição.

Há quem tenha da política a noção de serviço público. Há quem se acolha ao aconchego de três reformas de funções públicas para abichar um quarta numa entidade privada, à espera da hora certa.

Há quem espere D. Sebastião em manhãs de nevoeiro. Há lodo no cais.
publicado por Praça Alta às 00:19
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2005

Escândalo «Casa Pia»




O tribunal da Relação de Lisboa decidiu pela não pronúncia de Pauo Pedroso, Herman José e Francisco Alves indiciados no processo Casa Pia.

O colectivo de juizes, que apreciou o recurso do Ministério Público, corroborou a decisão tomada pela juíza de instrução Ana Teixeira Silva, por insuficiência de provas.

Esta sentença transitará em julgado caso o Ministério Público ou outra parte no processo não recorram para o Tribunal Constitucional invocando questões de constitucionalidade
na decisão.

Se os réus não vierem a ser acusados ficará para a história o circo mediático à volta da deslocação de Herman José à PJ onde era acusado da prática de um crime numa data em que se encontrava no Brasil.

Quanto a Paulo Pedroso fica a mancha da prisão preventiva durante cinco meses e o aproveitamento partidário feito à custa de um dos mais emblemáticos e competentes ministros da Segurança Social.

Depois disto há que reflectir sobre o comportamento de Adelino Salvado, director-geral da PJ – imposto e mantido pela ministra Celeste Cardona – , que violou grosseiramente o segredo de justiça e pelo juiz que foi à Assembleia da República prender um deputado com uma câmara de televisão a acompanhá-lo.

Só a decisão do presidente evitou a ofensa da prisão na AR de um dos seus membros que foi voluntariamente entregar-se.
publicado por Praça Alta às 00:10
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005

Uma posição anacrónica




Maja desnuda, Goya - Museu do Prado, Madrid

 


O acto de violação é um «crime horroroso», mas «praticar o aborto de um feto são, fruto, embora, de um acto abjecto, é fazer pagar a vítima inocente pelo criminoso».

A frase citada pertence ao médico Walter Oswald. Foram palavras com que o director do Instituto de Bioética da Universidade Católica inaugurou as conferências do Congresso Internacional da Nova Evangelização a decorrer em Lisboa.

O referido médico é, há décadas, simultaneamente um dos mais influentes responsáveis das comissões nacionais de ética da Ordem dos Médicos e dos Hospitais portugueses.

A Igreja gosta de apresentar-se como campeã da defesa da vida. Esta mentalidade que contraria, aliás, a legislação em vigor em Portugal, revela que a legislação portuguesa, que peca por defeito, seria ainda mais retrógrada se dependesse da Igreja católica.

Vale a pena reler a frase e ver a absoluta insensibilidade em relação à mulher violada, o desprezo que a Igreja, de que o referido médico é um dos leigos mais estimados, nutre pela mulher.

Não posso deixar de recordar João Paulo II, perante as gravidezes das freiras violadas por militares, no Kosovo. Pô-las perante a alternativa de darem os filhos para adopção ou abandonarem o convento.

Em nome da vida e do respeito pela mulher repudio a posição abertamente reaccionária e troglodita do Dr. Walter Oswald.
publicado por Praça Alta às 00:59
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2005

A visita pascal (crónica)

O Senhor Jesus Ressuscitado viajava, no Domingo de Páscoa, pelas casas da aldeia a recolher o ósculo e a esmola dos devotos. Onde não chegava antes do anoitecer ia no dia seguinte, com desgosto dos paroquianos que o aguardavam. A bênção valia o mesmo, é certo, mas perdia-se o tempo da espera e era diferente. Por isso, para não contrariar os mesmos, todos os anos mudava o itinerário.

Transportava-o o sacristão, que o entregava ao vigário em cada paragem, e era acompanhado por devotos que aliviavam a alma e recolhiam esmolas suplementares para os santos que exornavam a igreja local. Um garoto levava a caldeirinha de água benta que passava ao sacristão enquanto o padre se ocupava da cruz e recolhia-a depois deste despachar a tarefa e de se ocupar do hissope, num movimento de rotação, a aspergir com vigor, em cada lar, um círculo protector das investidas do demo, bênção que não deixaria de acautelar também o vivo que morava na corte, por baixo.

Era um tempo em que não havia vírus nem pneumonias atípicas, as pessoas viviam porque Deus queria e finavam-se quando o Senhor era servido, sem intromissão do médico a estorvar a divina vontade de as chamar.

Em todas as casas as vitualhas aguardavam a visita ao lado de uma garrafa de jeropiga rodeada de cálices. Entrava primeiro o padre, seguido do sacristão e do garoto que conduzia a caldeirinha. Aguardavam nas escadas os outros para depois os revezarem. Genuflectiam-se os da casa, por ordem cronológica, para beijar o pé do Jesus até chegar ao chefe de família que era o último a ajoelhar e o primeiro a soerguer-se.

Borrifada de água benta a habitação, recolhida a esmola destinada ao Ressuscitado, a mais substancial, o padre bebia um trago de jeropiga e mordiscava um naco de pão-de-ló, por consideração, enquanto o sacristão aviava o cálice, de um sorvo, e se desforrava nos bolos. Às vezes demoravam-se mais um pouco para que o senhor padre rezasse uns responsos a rogo, geralmente por alma de quem tinha deixado com que pagar o latim.

Havia no séquito que aguardava nas escadas um homem por cada santo que ornava os altares da igreja, disponível para arrecadar a oferenda. Assim, enquanto o padre e o sacristão desciam, subiam eles para recolher, se a houvesse, a esmola que a cada santo cabia, consoante as posses e a devoção dos anfitriões. Creio que os turnos de acesso se estabeleciam em função do espaço e não da liturgia.

Mais de metade da paróquia percorrida, com o padre e o sacristão aguentando o múnus a pão-de-ló e regada a fé a jeropiga, a vingar-se o último, a conter-se o primeiro, a acelerarem todos para as casas que faltavam, o sacristão avaliou mal a distância que o separava das escadas na última casa onde entraram, abalroou o garoto que transportava a caldeirinha que logo a soltou, verteu a água e arremessou o hissope contra a parede. Foi grande o reboliço enquanto o sacristão e a cruz varreram enrolados as escadas sem que alguém do séquito lhes deitasse a mão, impávidos, como se evitassem estorvar se acaso fosse promessa a queda.

O padre, vermelho de raiva e da jeropiga, aguentou-se nas pernas e conteve a língua, ao cimo das escadas, enquanto, sem largar a cruz, se despenhou por entre as alas de acompanhantes o sacristão. Este recuperou rapidamente o alinho e endireitou a cruz, sem ninguém se aleijar, Deus seja louvado, e o padre despachou logo um paroquiano com uma jarra de vidro a caminho da igreja a sortir-se de água benta, com o aviso de se apressar, estava a fazer-se tarde, faltava ainda muito povo para aviar. Se recriminações houve ficaram reservadas para a discrição da sacristia.

No dia seguinte as conversas da aldeia começavam todas por Deus me perdoe, seguidas de persignações apressadas e de risos amplos, terminando em ansiedade pelo pecado cometido ou pelo temor da desobriga, mas ninguém resistiu a contar o sucedido e a comentá-lo, sendo mais forte a tentação do que a piedade.
publicado por Praça Alta às 01:25
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Domingo, 6 de Novembro de 2005

Portugal ou a democracia em todo o deu esplendor






Todos sabemos que só existe o que aparece na televisão ou nos jornais. Por isso, e para baixar a contestação que estava a atingir níveis perigosos para o seu governo, Bush e sus muchachos fizeram sair a situação no Iraque das primeira páginas. Assim, acabámos por afastar o drama iraquiano para as pregas da memória e quase esquecer que existe.
Isto não é novidade para ninguém e faz parte do bê-á-bá da política, por isso o nosso engenheiro Sócrates tem também resguardado o mais possível a sua imagem, aparecendo o estritamente indispensável ou apenas quando é inevitável. Mas a sua política, infelizmente para nós, está a tornar-se dramaticamente omnipresente nas nossas vidas.
Este é, quanto a mim, o governo mais autocrático que nos coube em sorte (ou azar) desde o 25 de Abril. Alguns, cada vez menos, discordarão desta afirmação, mas se olharmos para a actuação de alguns ministros ninguém poderá negar os tiques autoritários que, aliados às preocupações estritamente de índole financeira, fazem uma caldeirada altamente indigesta.
Veja-se o caso da ministra da Educação, movida tão só pela preocupação de poupar uns tostões nem que seja à custa dos professores, dos alunos ou da qualidade de ensino. E é vê-la hipocritamente a discutir se as progressões são automáticas ou não, se os professores passam um número de horas suficiente na escola ou não, quando a única coisa que manifestamente lhe interessa é poupar dinheiro.
Veja-se o caso do ministro da Justiça que conseguindo pôr todos os intervenientes da Justiça em Portugal contra a sua política, vem agora dizer-se preocupado com a qualidade do apoio judiciário que é prestado aos cidadãos mais desfavorecidos nos tribunais portugueses. E calcula o leitor qual foi a solução encontrada pelo ministro para melhorar essas qualidade? Adivinhou, claro! Diminuir para menos de metade a verba gasta pelo Governo nessa que é uma das garantias mais importantes do cidadão perante o poder discricionário do Estado.
Veja-se ainda o caso do primeiro-ministro que vai deixando cair promessa atrás de promessa não restando já nada do que foi o seu programa eleitoral e que despertou a esperança de tantos portugueses. O desemprego, que era para baixar (lembram-se?) aumenta dramaticamente. Os impostos que era para baixarem (lembram-se?) aumentaram. E ainda se lembram do nosso engenheiro, lui-même, a distribuir panfletos e a colar cartazes contra a introdução de portagens nas SCUTS, no tempo do Santana? Pois não é que o pobre vai ser obrigado a dar o dito pelo não dito e pôr-nos a pagar mais uns trocos se quisermos andar nas ditas?
Ainda há poucas semanas numa entrevista na Visão esta situação era classificada, preto no branco, como umas eleições que se ganham com base numa mentira qualificada. Pela segunda vez, acrescente-se, já que com Durão Barroso aconteceu a mesma coisa. Mas esse pouco tempo o aturámos e ao engenheiro teremos que o suportar quatro anos. Será mesmo? A ver vamos…
Bem andou aquele cidadão lúcido e responsável como já não se usa muito que fez publicar em dois jornais de expansão nacional o seu pedido de desculpas a todos os democratas por ter votado no Partido Socialista e ter, assim, contribuído para a formação deste governo que de socialista nem o cheiro tem. Eu não posso seguir o exemplo desse cidadão pela simples razão de que não tenho culpa nenhuma, não votei neles.

Mas não se pense que o engenheiro falta a todas as promessas. Nãããããão! Acabou agora mesmo de mostrar como é fiel aos compromissos e de mostrar uma honestidade democrática a toda a prova.


Podia mandar o seu partido, que isto nos partidos democráticos é assim que funciona, podia mandar dizia eu, resolver a questão da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) no Parlamento (Assembleia Nacional no jargão cavaquista) e ultrapassava-se um impasse de anos e que promete outros tantos. E que fez o engenheiro? Encheu-se de brios e ripostou: “ Meus amigos, eu prometi que esta questão ia a referendo e como vocês sabem, as promessas são para se cumprir!” O CDS e o PSD disfarçaram o sorriso sarcástico e aplaudiram a coerência primo-ministerial, o PS e o BE assobiaram para o ar e cá vamos, cantando e rindo.
Há coisas ainda mais caricatas já que a política nacional tem uma capacidade de nos surpreender que não conhece limites. Desta vez andamos a indignar-nos com a lentidão da justiça…venezuelana! Não é o máximo? Mandamos enviados especiais que não perdem mais esta oportunidade de vituperar Hugo Chávez e o seu regime que, só por mero acaso, não segue o aventureirismo criminoso de Bush como sabemos. Metemos uma cunha ao nosso presidente para meter uma cunha ao presidente venezuelano para acelerar o processo no seu país. O que Sampaio ouviu deve-o ter feito corar de embaraço como devia acontecer com todos nós. Afirmou Chávez que na Venezuela o poder executivo e judicial são independentes e não se toleram interferências.
Para agravar ainda mais as coisas vem o embaixador venezuelano denunciar casos semelhantes de prisões preventivas de cidadãos do seu país em Portugal muito mais longas e que depois algumas delas até deram absolvição. Chama-se a isto ir à lã e sair tosquiado…
Mas não devemos desanimar, somos um país da Europa que de há trinta anos para cá tem sido governado por políticos do mais competente e moderno que há e a eles devemos a posição na cena internacional que faz inveja a tanto país sub-desenvolvido.
Ah! Já me esquecia de referir que, por exemplo, no que toca a fuga de cérebros estamos entre a República Dominicana e o Malawi, numa lista encabeçada pelo Haiti. Resta dizer que só há vinte países com uma percentagem maior de quadros altamente qualificados que fogem para o estrangeiro.
Viva Portugal!
publicado por Praça Alta às 20:08
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